2006-04-03

A Respeito do Subseqüente...

Então... é isso? Acabou?

Parece-me que sim. Cheguei ao limite do aceitável em termos de busca por reconhecimento: Criei um blog.

É fato que há muito teimo em matutar planos que levariam-me a auferir certas comodidades, buscadas agora no ato de blogar, mas até decidir-me pelo fim presente, passeei apenas por possibilidades que fustigavam tanto minha moral, quanto minha razão e disposição. Se é que eu ainda disponho de alguma dessas coisas.

Pensei até em fazer musculação. Juro. É que, lá na academia, existe um guia, e não é preciso ter nada [apenas pernas, braços, e essas coisas de superfluidade] para atingir a meta de ficar gostoso, o que difere muito de se ter um blog, e assim sendo um dos motivos de minha escolha. Além disso, [e chegando aqui, pasmem! :o ] lá as pessoas levam essa atividade a sério, por algum motivo que ainda me permanece obscuro, e os seres que obtiveram sucesso, são seguidos como um ideal de ego incontestável. Exatamente como acontece por aqui entre os blogueiros.

Vincular-me ao movimento estudantil, fazer aulas de teatro, aprender boxe, divertir-me publicamente, dedicar-me à universidade, tirar a carta de motorista de uma vez por todas, presenciar e atuar em colóquios sobre algo considerado sério, criar um blog. Tudo foi levado em consideração e examinado minunciosamente. Os motivos para que fossem estudados como possibilidades de atingir o propósito exposto no início do post são óbvios, e o motivo para serem descartados [exceto o último, por não voar de encontro à minha preguiça] também.

Mas afinal, o que leva alguém a fazer algo dessa natureza?

1) A falta de um testículo.
2) A falta de alguns neurônios.

É muito simples ver que estes são só os dois motivos mais radicais que levam com desespero uma pessoa a praticar uma dessas execráveis ações. Suas variantes são, entre outras: Insuficiência congênita de encantos físicos, depósito exagerado de lipídios acima da busanfa, altura medíocre, descaso quanto à elegância, descaso quanto à cultura, apreço excessivo pela elegância, apreço excessivo pela cultura, apreço pela cultura adicionado ao item 2 dos dois motivos radicais descritos acima, falta do que fazer. Deixe a academia e crie um blog, pelo amor do guarda.

Fecho um post de conjecturas pretensiosas com o sabor de incompletude nos lábios: muito ainda poderia ser dito acerca do parto de meu blog e sua fecundação. Mas, não queiramos desrespeitar o puerpério. x)