É Verdade! Acreditem!
É indubitável que a verdade é relativa: esta é, para mim, uma verdade universal. É. E o mais legal de tudo é que se você pensar de uma forma diferente de mim, isso só e somente só corroboraria para mim, a minha idéia. Se fudeu.
A concepção que tenho de verdade me vem em incontáveis imagens metafóricas, contudo, as duas efígies principais e mais fulgurantes, as duas que eu levaria para uma ilha deserta, são, na ordem do meu gosto:
Letra a.) Uma borboleta provida de asas anis e liliputianas anteninhas cor-de-mel, repousando tranqüila na frincha única de um vitral púrpura meio quebrado em uma enorme igreja abandonada. Apenas os feixes de luz que passam raros e acalmados pelos vitrais iluminam as trevas do lugar. O que ocorre é que não há furtividade suficiente no mundo atual capaz de agarrá-la com as mãos. Com as mãos, obviamente, pelo simples motivo de que não há também, ainda, reflexo humano capaz de procurar algo para usar na captura, devido ao elemento surpresa da situação. E por isso é assim que segue a verdade, crepitando suas asas cerúleas, cérulas como o céu em que a crepitação de suas asas dissipa-se. E aqui ficamos nós. Ela lá, a gente aqui. Lá, aqui. Perceba que é diferente, eu insisto.
Letra b.) Uma toalha com a estampa de uma mulher de biquíni num banheiro sem tranca. Aqui, a questão é que a toalha está no montinho de toalhas o tempo todo e você sequer nota. Todavia, quando seu cunhado tarado entra no banheiro de repente, você se cobre com a verdade, no caso, a toalha, sem prestar maiores atenções nela. Ou você descortina a verdade e seu sexo ao mesmo tempo, passando vergonha, ou você finge que ela não tá ali e espera seu cunhado ir embora morrer na punheta, no quarto da tua irmã. Preciso deixar claro que, ao ir o cunhado embora, a toalha deixa de ser verdade pela simples possibilidade de ser descoberta sem transtornos que lhe comprometam diante da sociedade. [A estória é minha.]
Não é difícil perceber que, apesar da semelhança crucial entre as duas letras, elas diferem quanto à disponibilidade da verdade para aparecer. Nem difícil notar também, que isso vai radicalmente de encontro à primeira frase do post. É aqui que aviso aos de q.i. menos afortunado, que isso é proposital e causa um lindo efeito que você não consegue ver/entender. Aos outros, que já notaram que com a mistura que fiz da disfarçada melancolia prágmatica à recalcada megalomania dos dogmatismos eu estou apenas a judiar dos leitores citados anteriormente, atesto que isso tem fim.
The End
Paulo - Tend? Nessa época do ano?
Bruno - ?
A concepção que tenho de verdade me vem em incontáveis imagens metafóricas, contudo, as duas efígies principais e mais fulgurantes, as duas que eu levaria para uma ilha deserta, são, na ordem do meu gosto:
Letra a.) Uma borboleta provida de asas anis e liliputianas anteninhas cor-de-mel, repousando tranqüila na frincha única de um vitral púrpura meio quebrado em uma enorme igreja abandonada. Apenas os feixes de luz que passam raros e acalmados pelos vitrais iluminam as trevas do lugar. O que ocorre é que não há furtividade suficiente no mundo atual capaz de agarrá-la com as mãos. Com as mãos, obviamente, pelo simples motivo de que não há também, ainda, reflexo humano capaz de procurar algo para usar na captura, devido ao elemento surpresa da situação. E por isso é assim que segue a verdade, crepitando suas asas cerúleas, cérulas como o céu em que a crepitação de suas asas dissipa-se. E aqui ficamos nós. Ela lá, a gente aqui. Lá, aqui. Perceba que é diferente, eu insisto.
Letra b.) Uma toalha com a estampa de uma mulher de biquíni num banheiro sem tranca. Aqui, a questão é que a toalha está no montinho de toalhas o tempo todo e você sequer nota. Todavia, quando seu cunhado tarado entra no banheiro de repente, você se cobre com a verdade, no caso, a toalha, sem prestar maiores atenções nela. Ou você descortina a verdade e seu sexo ao mesmo tempo, passando vergonha, ou você finge que ela não tá ali e espera seu cunhado ir embora morrer na punheta, no quarto da tua irmã. Preciso deixar claro que, ao ir o cunhado embora, a toalha deixa de ser verdade pela simples possibilidade de ser descoberta sem transtornos que lhe comprometam diante da sociedade. [A estória é minha.]
Não é difícil perceber que, apesar da semelhança crucial entre as duas letras, elas diferem quanto à disponibilidade da verdade para aparecer. Nem difícil notar também, que isso vai radicalmente de encontro à primeira frase do post. É aqui que aviso aos de q.i. menos afortunado, que isso é proposital e causa um lindo efeito que você não consegue ver/entender. Aos outros, que já notaram que com a mistura que fiz da disfarçada melancolia prágmatica à recalcada megalomania dos dogmatismos eu estou apenas a judiar dos leitores citados anteriormente, atesto que isso tem fim.
The End
Paulo - Tend? Nessa época do ano?
Bruno - ?

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