Ela e o Mundo
De todos os programas deprimentes da televisão brasileira, nenhum pode ser mais infeliz que aqueles vespertinos, que oferecem espaço para a exposição da opinião de mulheres gostosas.
Esta tinha 21 anos, silicone e diversas teorias pra lá de especiais sobre namoros, relacionamentos, amor e traição. Baseada em filósofos do calibre de Fausto Silva, Renato Russo e Arnaldo Jabor, ela deu uma verdadeira aula sobre instinto, afetividade e desejo humanos. Mas, apesar de toda a demonstração de cultura e conhecimento, as palavras passavam desapercebidas e perdiam de ser no espaço antes mesmo de um homem qualquer ouvi-las.
Isso, pela óbvia comunicação que aqueles peitos tentavam estabelecer com o espectador, fundamentada na subliminar garantia de que eles despertariam o mais inerte dos monges, saciaria o mais faminto dos púberes, que curaria o mais solitário dos ermos. Contudo, ainda não é a lascividade dispersa na dicção, mas a lentidão do raciocínio feminino que desperta e prepara o corpo do homem para o sexo da forma mais eficiente, já que "a verdadeira beleza acaba onde começa a expressão intelectual".¹
É passível de observação como a mulher simboliza a superioridade do corpo, do nervo e da carne em relação àquilo se pode definir como humano, enquanto o homem, babando-se e dispondo-se (transpirando humanidade), simboliza o êxito do humano sobre tudo o que se denomina moral ou correto.
¹ Wilde, O.
Esta tinha 21 anos, silicone e diversas teorias pra lá de especiais sobre namoros, relacionamentos, amor e traição. Baseada em filósofos do calibre de Fausto Silva, Renato Russo e Arnaldo Jabor, ela deu uma verdadeira aula sobre instinto, afetividade e desejo humanos. Mas, apesar de toda a demonstração de cultura e conhecimento, as palavras passavam desapercebidas e perdiam de ser no espaço antes mesmo de um homem qualquer ouvi-las.
Isso, pela óbvia comunicação que aqueles peitos tentavam estabelecer com o espectador, fundamentada na subliminar garantia de que eles despertariam o mais inerte dos monges, saciaria o mais faminto dos púberes, que curaria o mais solitário dos ermos. Contudo, ainda não é a lascividade dispersa na dicção, mas a lentidão do raciocínio feminino que desperta e prepara o corpo do homem para o sexo da forma mais eficiente, já que "a verdadeira beleza acaba onde começa a expressão intelectual".¹
É passível de observação como a mulher simboliza a superioridade do corpo, do nervo e da carne em relação àquilo se pode definir como humano, enquanto o homem, babando-se e dispondo-se (transpirando humanidade), simboliza o êxito do humano sobre tudo o que se denomina moral ou correto.
¹ Wilde, O.

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