<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319</id><updated>2011-07-29T05:02:39.981-03:00</updated><title type='text'>O Autista</title><subtitle type='html'>"Um pequeno passo para o homem. Um grande salto para os dementes."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oautista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-1965194637137619755</id><published>2009-08-24T21:29:00.003-03:00</published><updated>2009-08-24T21:37:16.657-03:00</updated><title type='text'>Antes Ele Do Que Eu.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;osso amor que foi tecido / Nos teares da ilusão / Desbotou, ficou ruído / Já não tem mais solução / Não há pano pro remendo / Nem há linha pro arremate / Ainda mais que o destino / Nunca foi bom alfaiate.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-1965194637137619755?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/1965194637137619755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/1965194637137619755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2009/08/antes-ele-do-que-eu.html' title='Antes Ele Do Que Eu.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-3110828119772176539</id><published>2007-11-15T15:41:00.000-03:00</published><updated>2007-11-15T21:15:58.378-03:00</updated><title type='text'>15 de Novembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51); font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;D&lt;/span&gt;iazinho medíocre, esse. Não é nenhuma novidade que, se hoje é feriado, o é por castigo. É uma "cadeirinha do pensar", um "tranque-se no quarto" e reflita sobre o que fez até arrepender-se. É para punir a gente lembrando que proclamamos a república com um velho em dispnéia em cima de um cavalo tísico, e o pior, sem dar nem UM tiro!  Ah! Vou dormir e ver, com inveja, a gloriosa república do Malawi, dos negros e tuins cabelos de Kamuzu Banda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-3110828119772176539?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/3110828119772176539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/3110828119772176539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/11/15-de-novembro.html' title='15 de Novembro'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-7702269769005898013</id><published>2007-09-30T20:42:00.001-03:00</published><updated>2007-11-20T01:46:51.281-03:00</updated><title type='text'>Qual é a Notícia?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;   É&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; sempre a mesma história; "menino! sabe aquela balbúrdia sobre aquele negócio todo que teve naquele lugar não sei onde?", me perguntam. E eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NUNCA&lt;/span&gt; sei. Semana passada, revendo alguns bons amigos, passei por essa mesma vergonha ao fazer mó cara de espanto pra eles, porque não fazia idéia de que existia esse tal escândalo relacionado a alguma Igreja, de que eles tanto falaram. Ainda não sei do que se trata, mas agora, quando o assunto vem à tona, eu o reconheço logo e me armo - já dá pra jogar pra longe um "olhar Che Guevara" fingindo não poder conversar com os inferiores presentes pelo simples motivo de eu estar pensando em algo de maior relevância, como camarão ou feijoada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    A questão, é que é incrivelmente deleitoso não saber nada sobre o pastorzinho danadão; perdi a notícia porque estava lendo Cebolinha na privada, vendo Braddock ou jogando canastra. E no final das contas, a diferença entre essas atividades, no que tange à utilidade prática e, sim, também ao intelectual, é simplesmente nula. Quer dizer, acho que ler Cebolinha sai um pouco na frente. E isso meramente porque a notícia, na maioria esmagadora dos casos, não passa de um comércio indecente daquilo se transmuta nas cavaqueiras de bar, respirando o objetivo sinuoso de desviar o que está centrado no que não convém. E mesmo que não - travestida - pavimentasse o que se pensa por aí com piche barato, ainda seria de pouca utilidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    As mesmas coisas são noticiadas todos os dias - há séculos - e ninguém se dá conta de que a única diferença entre a sexta e o sábado, em termos de jornalismo, é o objetivo pessoal de alguém - digo, "alguéns" - que se desconhece ou a quem quase não se tem acesso. O futuro imediato dentro do jornalismo - aquilo que está no campo da utilidade pública - sempre é largado às adjacências, omitido, refreado, comedido ou tratado com superficialidade suficiente para não provocar consequências. A não ser no Jornalismo Comunitário, que - obviamente - é remetido a uma posição de sub-espécie de jornalismo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Então, se alguém me pergunta "qual é a notícia?", sempre respondo que pouco importa. E no final das contas, basta conhecer a História do Brasil para saber em quem votar, para saber que o país passou séculos tendo o povo degolado e explodido para colocar um representante do próprio povo no poder. Basta ter um q.i. acima de 15 (próximo ao de uma bola de encher) para saber que não se deve confiar nas Igrejas. Basta... basta... basta!  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Notícia para quem precisa. E a gente precisa; muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-7702269769005898013?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7702269769005898013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7702269769005898013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/09/qual-notcia.html' title='Qual é a Notícia?'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-8893130228240230167</id><published>2007-09-30T20:40:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T20:54:46.195-03:00</updated><title type='text'>Jornalismo Cultural: Relatividade e Contingência.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"S&lt;/span&gt;ucesso de bilheteria; uma bela direção", diz um jornal de relativo respeito; "um grande filme, um ótimo enredo", diz outro. E lá vou eu. Termino o cachimbo e visto meu paletó verde de tweed. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;    Sento - as pernas cruzadas, os olhos apertados -, analiso o ambiente. Jovens mulheres vestidas com saias de bolinhas dos anos 60 e óculos de aro grosso coloridos, daquelas que têm 7 gatos em cada casa (uma do pai e uma da mãe, obviamente)... e outras marmotas desse tipo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;    As luzes apagam-se e o filme começa. Direção: esterilmente ousada; trama: óbvia; acontecimentos: previsíveis; forma como os acontecimentos surgem: previsível; motivos para os acontecimentos: fúteis. Ah! Simplesmente não há vida, não há compromisso com a própria obra. Não se aprende que "l'homme c'est rien - l'ouvre c'est tout".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;    O mesmo segue-se com a música; os jornais publicam elogios e, quando se ouve, realmente não parece que aquilo que soa é o que se leu sobre. O teor comercial das canções chega a ser criminoso, e o gosto comercial coletivo, a crítica artística da população, risível. É como preferir uma latinha de bosta a um camarão ao gruyère, ouvir o rádio e descartar o que é verdadeiramente de valor no que tange à apreciação musical. E, não minto, as pessoas pereferem, invariavelmente, a latinha. E os produtores dessas latinhas se tornam respeitados e absurdamente ricos artistas, continuando a promover a cultura pobre e medíocre que aprenderam a produzir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;    O que há com os jornais, especificamente com os jornalistas culturais? - uma contingência acima da consciência menos primitiva que preservam. Além da demanda, do nível de conhecimento e sensibilidade artísticos do leitor, existe a necessária comparação do que se faz e é visto/ouvido com o outro que se faz e está sendo também visto/ouvido. Então, espelham-se no que os jornais dizem de uma obra, a obra agrada o jornal, que influencia os que espelharam-se primeiramente e, em ciclo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-8893130228240230167?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/8893130228240230167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/8893130228240230167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/09/jornalismo-cultural-relatividade-e.html' title='Jornalismo Cultural: Relatividade e Contingência.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-9223272591344937716</id><published>2007-09-16T21:26:00.000-03:00</published><updated>2007-09-22T09:51:34.654-03:00</updated><title type='text'>O Medo, o Corpo e a Produção Literária.</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;uando se tem os planos derramados, e as corrompidas atividades rotineiras - o baralho e o sexo -, coibidas, as idéias de um tornam-se tão confusas quanto podem. Engrecidas pela saudade, cujo negrume, ivólucro indelével, as apodrece, já pertencem a alguém que não aquele que veste as roupas de seus autor. Mudam-se o medo, o corpo, e a produção literária. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-9223272591344937716?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/9223272591344937716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/9223272591344937716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/09/os-medos-o-corpo-e-produo-literria.html' title='O Medo, o Corpo e a Produção Literária.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-3615057604992971350</id><published>2007-09-16T19:22:00.000-03:00</published><updated>2007-09-16T19:26:05.374-03:00</updated><title type='text'>Insolente Desumana.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt; solidão é fera - a solidão devora/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;é amiga das horas - prima-irmã do tempo/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;e faz nossos relógios caminharem lentos/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;causando um descompasso no meu... coração./&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-3615057604992971350?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/3615057604992971350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/3615057604992971350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/09/insolente-desumano.html' title='Insolente Desumana.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-7488379501636548940</id><published>2007-08-16T15:32:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T08:35:15.192-03:00</updated><title type='text'>Praxezinho.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando passeava por entre as idades mais tenras, tive o peito fustigado por uma culpa que me acabou por me roubar algumas noites e diversos instantes de devaneio. A vida ainda era boa, e as manhãs gastas ludicamente. Contudo, perto do fim de um almoço aparentemente inauspicioso, em relação ao futuro do meu aparelho mental, eu não tive mais fome, e até mais do que isso: eu tinha ficado cheio. Eu ainda não sabia o que me aguardava. Pobre de mim. Minha mãe reclamou, fez qualquer rebuliço, mas terminou tudo por isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Após alguns meses repetindo esse comportamento, fomos, eu e meus restos, alvo da manipulação materna. Mainha colocou em questão minha fome, para que meu pai, que pouco almoçava em casa, resolvesse a situação - afinal, era um absurdo eu deixar comida no prato, enquanto tanta gente na Somália passava fome.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    - Come, menino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silêncio -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    - Come, menino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    A última colherada já subia e eu já até me preparava para vomitar, quando percebi que não existia simplesmente nenhuma relação entre...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- SE VOCÊ NÃO COMER ESSE SEU PRAXEZINHO VOCÊ VAI APANHAR!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Minha mãe derrubou um copo na pia, meu primo caiu na gargalhada. Mas a verdade é que o susto foi tão grande que meu hipotálamo medial provavelmente se rompeu e, até o fim de mi perra vida, estou fadado a comer sem parar, vivendo a insipidez do meu indestrutível apetite. E sempre que eu lembro dessa história, eu tento entender o raciocínio da minha mãe: qual a relação entre os pobrinhos da África que passam fome e o resto do meu prato?&lt;br /&gt;Por que Diabos ela me fazia achar que se eu comesse meu restinho eu os salvaria, ou pior: depositava em mim a culpa inscrita na lógica de que se eu não comesse eu os estaria matando, pobres pretinhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-7488379501636548940?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7488379501636548940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7488379501636548940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/08/praxezinho.html' title='Praxezinho.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-7418596303496105980</id><published>2007-06-02T21:15:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T02:31:59.950-03:00</updated><title type='text'>Ela e o Mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;D&lt;/span&gt;e todos os programas deprimentes da televisão brasileira, nenhum pode ser mais infeliz que aqueles vespertinos, que oferecem espaço para a exposição da opinião de mulheres gostosas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta tinha 21 anos, silicone e diversas teorias pra lá de especiais sobre namoros, relacionamentos, amor e traição. Baseada em filósofos do calibre de Fausto Silva, Renato Russo e Arnaldo Jabor, ela deu uma verdadeira aula sobre instinto, afetividade e desejo humanos. Mas, apesar de toda a demonstração de cultura e conhecimento, as palavras passavam desapercebidas e perdiam de ser no espaço antes mesmo de um homem qualquer ouvi-las. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isso, pela óbvia comunicação que aqueles peitos tentavam estabelecer com o espectador, fundamentada na subliminar garantia de que eles despertariam o mais inerte dos monges, saciaria o mais faminto dos púberes, que curaria o mais solitário dos ermos. Contudo, ainda não é a lascividade dispersa na dicção, mas a lentidão do raciocínio feminino que desperta e prepara o corpo do homem para o sexo da forma mais eficiente, já que "a verdadeira beleza acaba onde começa a expressão intelectual".¹ &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É passível de observação como a mulher simboliza a superioridade do corpo, do nervo e da carne em relação àquilo se pode definir como humano, enquanto o homem, babando-se e dispondo-se (transpirando humanidade), simboliza o êxito do humano sobre tudo o que se denomina moral ou correto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;¹ Wilde, O.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-7418596303496105980?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7418596303496105980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7418596303496105980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/06/ela-e-o-mundo.html' title='Ela e o Mundo'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-260375991102030309</id><published>2007-05-10T04:50:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T04:54:15.982-03:00</updated><title type='text'>Ameaça: Autista Pecador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"F&lt;/span&gt;oi nos Estados Unidos que se inventou o oitavo pecado mortal: o de desobedecer ao código do grupo, o de não pensar, sentir ou agir de acordo com os padrões estabelecidos pela comunidade, o de não aceitar a estandardização das idéias, dos hábitos, da arte, da literatura, dos gestos sociais, dos bens de consumo... O inconformado passa a ser um marginal, um elemento subversivo, uma ameaça à ordem social." - E.V.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;Desculpa, gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-260375991102030309?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/260375991102030309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/260375991102030309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/05/ameaa-autista-pecador.html' title='Ameaça: Autista Pecador'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-5063119774290438087</id><published>2007-05-10T04:47:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T10:19:59.401-03:00</updated><title type='text'>Saudade Que Me Trouxe Pelo Braço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;S&lt;/span&gt;egundo Camus, uma forma cômoda de travar conhecimento com uma cidade é procurar saber como nela se trabalha, como se ama e como se morre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Estudar uma cidade torna-se auspicioso sempre quando a cidade em questão não é a do Recife. Contudo, o limitado autor desta bosta que vocês lêem não poderia escrever um texto baseado na acertiva de Camus se não fosse sobre a cidade referida. Claro que ainda existe a possibilidade de pensar Olinda mas, nesse caso, teriam de ser disponibilizados saquinhos de vômito para os visitantes de O Autista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    * Não se trabalha no Recife. Ainda que que as pessoas sintam-se esgotadas no fim do dia, ainda que precisem de férias, elas não fazem nada. Nunca fizeram. É comovente como isso fica claro quando pensamos nos nossos professores universitários, nos nossos pesquisadores, nos nossos psicólogos, policiais, jornalistas, advogados, motoristas de ônibus. Puta que pariu, e nós ainda somos tão medíocres que damos valor a esses fracassados, que também somos, num ciclo. Nos iludimos quanto a nossa própria produção [que não sentimos como parte de nós] para que sigamos achando que pintamos um belo quadro ou cozinhamos um delicioso camarão ao molho gruyère. Precisamos esquecer que a cidade vem abaixo num caos para que não nos pese a dura verdade ao pincelar o laranja bordeaux da bailarina ou ao adicionar o champagne e o flambe no camarão, já dourado na manteiga. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    O que quero dizer, antes de mais nada, é que por mais que eles se achem divinamente insubstituíveis, por mais que impressionem-se com os resultados do próprio trabalho, eles não fazem nada. Mesmo que se esforcem, serão igualmente fúteis e estéreis. [Preciso lembrar do post abaixo?] É numa comédia macabra e desenxabida que atuamos para podermos olhar no espelho e pensar algo que não a realidade que nos faria cortar os pulsos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    No mais, as pessoas trabalham o dia inteiro e gastam o dinheiro em bebida, jogo e sexo. Ainda não se tem conhecimento de alguém que tenha suspeitado que exista, para a vida, alguma coisa a mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    * Amamos ao acaso. Ao sabor da corrente. Amamos por insegurança, e da forma mais ordinária possível. Na melhor das hipóteses, vivemos em um sistema de sacrifício e desprazer para mantermos por perto uma pessoa que nos inspira segurança. A pessoa também é cobrada, obviamente, e por um mecanismo neurótico simples, obedece as regras da fidelidade e do pisar em ovos. [ "Regra do pisar em ovos" foi realmente uma alumiação que veio assim do nada. Obrigado, eu sei. ] Amamos por tédio, amamos por cansaço, amamos por medo de acharem que não somos capazes de ter alguém para chamarmos de nosso. Amamos na esperança de que numa festa, todos tentem sequestrar a atenção da pessoa amada que, linda, sorri, rouba a cena e retorna pra o nosso abraço débil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    * "Morrer é a coisa mais vulgar deste mundo. Qualquer cretino pode dum minuto para outro virar defunto." Algumas pessoas deviam evaporar-se no ar, pra o corpo não ficar sujeito a toda essa comédia macabra que inventamos e seguimos. Pessoas que no fim acabam num assalto no sinal da Agamenon, embaixo de um Rio Doce/ Príncipe, ou no chão do CFCH. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    O sadismo de incomodar um corpo, de apreciá-lo, o de, ao se identificar com o corpo, gozar com o sofrimento dos presentes. O masoquismo de juntar-se ao corpo, de, também ao indentificar-se com ele, gozar da própria humilhação. Aí já viu: é menino correndo e batendo nas flores, a mulher do defunto subindo pelas paredes pedindo pra ser enterrada junto, o padre falando merda, a amante chorando num canto e apreciando a disputa de quem sofre mais pelo morto... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprendemos direitinho uma dramaturgia trágica e discreta, em que se mistura tudo, como em tudo, nessa terra de Deus te livre. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Recapitulando os três nomes implícitos no texto: inúteis, imaturos e ordinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-5063119774290438087?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/5063119774290438087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/5063119774290438087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/05/foi-saudade-que-me-trouxe-pelo-brao.html' title='Saudade Que Me Trouxe Pelo Braço'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-7696145037997918908</id><published>2007-05-07T07:49:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T07:53:56.321-03:00</updated><title type='text'>Doeram-se.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;oares Silva, sobre o último post &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Engrenagem&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" &gt;Uma das coisas que as pessoas deveriam ter em mente, quando debatem com uma pessoa polêmica, é que ele sabe que existem exceções. Acredite, ele sabe. Não fique apontando o óbvio para ele, que é muito rude. Não fique dizendo: “Nem todo tenista é burro”. Ele sabe. Talvez até conheça dois ou três que não são burros. A questão é que é muito menos chato escrever “todos os tenistas são burros” do que escrever “há um grande número de atletas profissionais (não só tenistas, é claro) que não são assim, digamos, muito inteligentes. Mas faço questão de frisar que há exceções”. Portanto, regra número um: generalizar é divertido. Deixe o generalizador em paz. Ele sempre sabe que há exceções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-7696145037997918908?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7696145037997918908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/7696145037997918908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/05/doeram-se.html' title='Doeram-se.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-5640303522522949877</id><published>2007-05-03T10:32:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T06:44:32.369-03:00</updated><title type='text'>A Engrenagem</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;S&lt;/span&gt;empre considerei-me uma peça solta, à parte da engrenagem do meu lar, da minha faculdade, dos meus grupos de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Verdade é que pra mim vocês sempre se assemelharam a essas máquinas de refrigerante ou coisa parecida. A gente aperta um botão e vocês soltam a informação desejada. Dentro da cabeça de vocês está tudo catalogado direitinho: sentimentos, preconceitos, frases feitas para as diversas ocasiões sociais, dados estatísticos e informações, muitas informações… Ah! E principalmente fórmulas… fórmulas para conseguir sucesso na vida comercial, na vida literária e artística e até na vida eterna&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; color: rgb(51, 51, 51);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; color: rgb(51, 51, 51);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra cada tipo, um catálogo. Um guia do que esperam d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e você para que você siga direitinho. As menininhas que se vestem como nos anos 50 não podem gostar de Hollywood, As bichas indies não podem ser gordas nem mais escuras que brancas, as roqueirinhas super rebeldes de Interpol não podem esquecer as fotos do orkut com legendas em inglês. Guias, regras, tão previsíveis. E ainda tem gente que vira pra mim e pergunta, com a maior cara de juízo final: “Como assim, você não gosta disso?!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_ZfuWSYFCU48/Rj705u9WsTI/AAAAAAAAAAU/50x1V0elWDs/s1600-h/tirinha268.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_ZfuWSYFCU48/Rj705u9WsTI/AAAAAAAAAAU/50x1V0elWDs/s400/tirinha268.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061752303906107698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-5640303522522949877?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/5640303522522949877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/5640303522522949877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/05/engrenagem.html' title='A Engrenagem'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ZfuWSYFCU48/Rj705u9WsTI/AAAAAAAAAAU/50x1V0elWDs/s72-c/tirinha268.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-117617447953122446</id><published>2007-04-10T00:06:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T10:44:41.305-03:00</updated><title type='text'>As Rimas Óbvias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt; capacidade de dar aos sonhos um quê de possibilidade se perdia entre a funcionalidade visceral típica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;A dança, cujo vagar costumava camuflar ou mesmo levar a um segundo plano o cochamento dos corpos; a constrição dos corpos, que quase nunca era suficiente para disfarçar a explosão do sangue, que, de tão violenta, mal banhava o que não se referia à lascividade abrigada nos passos; a explosão, que por tão maliciosa, mesmo tácita e sutil, chocaria com facilidade a própria impudicícia personificada. E tudo que se fazia tão ocultamente explícito era dissolvido nas palavras que dos teu lábios, à minha orelha, escapavam em sussurros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Você não precisava de nada do que me tirou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-117617447953122446?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/117617447953122446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/117617447953122446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/04/as-rimas-bvias.html' title='As Rimas Óbvias'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-116924305717363406</id><published>2007-01-19T18:38:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T10:41:01.733-03:00</updated><title type='text'>Quincampoix e o Divã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;á pensou? A mais apaixonada das opiniões n'est pas plus qu'un seul caprice! E de fato, quanto mais apaixonada, quanto mais investida de emoção, mais falseada e contingencial se torna esta idéia, doutor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Hm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Hm. Ao viver uma sensação, uma emoção, que surge travestida de intuição, é que se busca argumentos para sedimentá-la. Algo que pode até ser confundido com uma inclinação inocente para um certo lado das coisas é uma manifestação que não tem um motivo senão manter a estrutura do tal sujeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: arial; text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Haveria o analista pensado naquilo tudo em algum ensejo mínimo de sua vida prévia? Ou, como a corroborar suas suspeitas, era apenas um daqueles egocêntricos e barbudos e muquiranas e mercenários que tratam a Psicanálise com uma materialidade absurda de quem ainda não havia alcançado o estágio piagetiano das operações formais? E o pior era que, por tomar a Psicanálise como verdade absoluta, não poderia entender a proposta da verdade contingencial, por ir de encontro à essa posição, posição que simplesmente o dava licença para ser Deus e conhecer e controlar e administrar e superintender a mente humana. Durante algum tempo o único som que pôde-se ouvir era o zunir abafado do condicionador de ar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- O seu trabalho por exemplo. Tem quem diga que o senhor é limpo e ajuda as pessoas, sabe como elas funcionam, e isso vai estar certo. Mas pode ser que alguém apareça e diga que o psicanalista é um ladrão. E o pior deles. Alguém que se coloca no posto de salvador, de senhor da verdade. É gostoso, não é doutor? Mas se por um acaso, acaso que que dorme na improbabilidade mais infinita, o senhor fosse realmente capaz de mudar alguém, não o estaria fazendo para ajudar a pessoa, e sim a sociedade! É pra manter o arranjo dela que o senhor muda as pessoas que podem mudá-la. Convence a pessoa de que é melhor pra ela não transar com qualquer coisa que se mova ou não andar pulando lajotas, ou não conversar com coisas que não existem. E que elas podem conseguir, pagando você! E tudo isso para que as pessoas na rua não tenham medo de um monólogo inofensivo. Você porta uma arma ideológica, seu antístite de corrupção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O quão apaixonado está você ao me atacar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ain! Será que o Dr. Telésforo conseguira, sem nenhuma dificuldade aparente, derrubar tudo o que estava dito nas entrelinhas [ não tão implícitas, é bem verdade ] através da única forma que soaria profícua após a retórica de Vítor? Ou seja, destituir o dito de valor a partir de suas próprias premissas?! - "Mas é mesmo uma miséra da febre do rato!" - Oxe! Está claro que não! Essa versão nordestinamente precária e tragicamente cômica de Freud não seria capaz. Vítor sabia que não. Não sem o motivo de auferir seu objetivo derradeiro: manter sua alcunha de bandeirante desbravador da mente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O quão apaixonado está você! Se defender pra manter a representação social de si intacta, quando deveria escutar o que eu digo, seu velhaco imundo, explorador, brejeiro, gatuno, patife, ratoneiro, biltre, tratante e larápio! Se a intenção da manipulação da loucura é de manter a segurança completa dos cidadãos, pelo motivo de que é possível que eles tirem catota em público, eu sou perfeitamente contra. Vocês não me enganam, seus marotos. Se é assim, se o problema todo é se sentir mal ao lado de um louco no ônibus, deveríamos também proibir os idosos de entrarem &lt;st1:personname productid="em restaurantes. Sim" st="on"&gt;em  restaurantes. Sim&lt;/st1:personname&gt;, pois uma maioria bem mais concorde deve sentir-se pior ao ver um idoso comendo na hora do almoço que ao sentar ao lado de um louco no ônibus. É horrível, não é, doutor? ver aquelas dentaduras descomedidas, lutando por equilíbrio com uma força motora escassa demais e uma coordenação ainda mais maltratada. O senhor há de convir. Ah! Poderíamos também, para sermos ainda mais justos e éticos com nosso bem-estar, delimitar o espaço que os negros podem ocupar em nossa cidade, que tal? Não andaremos na mesma calçada, não nos tocaremos, e podemos resolver o problema do ônibus, aqui apresentado para o louco, mas que é facilmente pensado para o negro, com uma simples medida de segurança do nosso conforto: eles sentariam no fundo, e nós, na frente. Onde já se viu? Eu sentar ao lado de um louco, de um negro, de um espinhento? Separem-nos, seus merdinhas!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tamborilando com os dedos - do mínimo ao polegar, do polegar ao mínimo - Vítor pensava numa forma de calar a última palavra, sempre responsável por todo o silêncio seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Eu penso que... geralmente penso, que pra poder acreditar que minhas críticas têm valor, eu... é como se...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Continuaremos na próxima sessão - disse o analista, levantando-se de sua cadeira simples de madeira rapidamente, mas sem deixar escapar nenhuma amostra de ansiedade para o fim da sessão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- Fidputa! - mumurou com uma intensidade exagerada na segunda sílaba, não tão alto que pudesse ser entendido, nem tão baixo que não pudesse ser fustigado com a dúvida de que havia sido ouvido com clareza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-116924305717363406?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/116924305717363406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/116924305717363406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2007/01/quincampoix-e-o-div.html' title='Quincampoix e o Divã'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-116251329200887865</id><published>2006-11-02T21:19:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T10:46:27.169-03:00</updated><title type='text'>We Can Still Try</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;ada instante em que estiver contigo, roubarei o tempo, sacrificando cada segundo por amor. Enganarei os ponteiros até que o sal do teu suor ao tocar meus lábios saciem a sede de minha carne pela tua, num sentido osmótico reverso, e mesmo até que com a mesma poesia que eu tocar teu corpo, minh'alma torne-se plena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-116251329200887865?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/116251329200887865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/116251329200887865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/11/we-can-still-try.html' title='We Can Still Try'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-115094225517788932</id><published>2006-06-21T23:08:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T10:46:54.149-03:00</updated><title type='text'>Quelque Chose</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;ntigamente, pelo simples fato de não ver muito sentido em conversar sobre o que se pensa, pois nunca, nenhum dos dois lados está disposto a mudar de idéia, eu só falava o que pensava quando sentia que o outro lado concordaria [objetivo de quem fala o que pensa]. Agora, tudo mudou: eu não falo nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Sendo assim, transbordou-me tempo para ver mais de perto o quão claro se torna, se de mais perto visto, que as pessoas dizem para os que supostamente ouvem, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nada&lt;/span&gt; que não aquilo que gostariam de se ouvir dizendo [óbvio que isso acontece em geral, pois elas também podem dizer para o irmão o que gostariam de dizer para o pai, ou dizer à mulher o que gostariam de dizer ao melhor amigo, e ao melhor amigo, o que gostariam de dizer a si mesmo, castigando-se ao fazê-lo, em tom de reprovação, o que sente pelo acontecido, feito pelo amigo, que ele mesmo gostaria, sem saber, de fazer {ahn?!}]. Em outra mão, as pessoas apenas ouvem o que querem, ou até não ouvem at all.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;As mulheres, principalmente as mães, é que levam isso tão a sério que chegam a trazer as técnicas do milenar autismo histérico [seria mesmo paradoxal? uma psicose neurótica, genial] para os mais corriqueiros colóquios do cotidiano. Exemplo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Mãe, que horas são?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Daqui a pouco tá na hora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Mãe, você vai pra onde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Não demoro não, meu filho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Mãe, você vai de carro pra Olinda hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Que é que você quer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Mãe, tem mousse de chocolate?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Vou fazer cachorro-quente pra o jantar daqui a pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-115094225517788932?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/115094225517788932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/115094225517788932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/06/quelque-chose.html' title='Quelque Chose'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-115019401444976098</id><published>2006-06-13T07:10:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T08:11:48.200-03:00</updated><title type='text'>Amor de Longos Períodos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;S&lt;/span&gt;e fosse tentado imaginar, era possível sentir o cheiro que a borracha de seu sapato derretendo no asfalto exalaria, tal fúria era sustentada em seu desejo de partir daquele apartamento. Eu percebi, sem desespero, que daquela vez era pra valer. Mesmo um imbecil não teria dúvida alguma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Em um balouçar sereno, a perna direita, cruzada sobre a esquerda, representava com efeito a singularidade da ocasião em relação aos desfechos anteriores de nosso relacionamento. Eu sabia que hoje ela não voltaria em quarenta minutos para pedir o telefone do gás, deixar avisos para a empregada ou buscar uma foto, pois além de não haver mais nenhuma desculpa sobrando que valesse usar para colocar os pés aqui em casa outra vez [A não ser que ela apelasse para me lembrar de colocar a comida do peixe, que eu sempre esquecia], o balançar da perna era calmo, sem hesitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;A questão é, que se por ventura ela tivesse nas mãos, quando punhávamos fim ao relacionamento, um objeto qualquer - uma faca, um bastão de beisebol, um secador de cabelos - que por eventualidade acabaria colidindo com as minhas costas [Nas costas sim, se eu estivesse sóbrio o suficiente para virar-me e abaixar minha cabeça], eu poderia ter a certeza de que aquilo tudo não passaria de um segundo: a explosão se dava pelo único motivo de que ela se importava, e assim, depois de explodir, seus quadris entrariam no nosso insofrido diálogo, que se tornaria em pouco uma deliciosa discussão de três participantes. E que colóquios deliciosos eram esses depois das brigas. Na verdade, nada, nem mesmo o fato de suas coisas estarem ordenadas detalhadamente em duas caixas, essas organizadas como partes de um totem, influenciou em minha conclusão. Mas a perna...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Fatídico que o fim se desse na única ocasião em que eu não o havia fundamentado. Eu decidi algumas semanas antes que a proveria de tudo que ela poderia pensar em querer. Desde fidelidade a massagens, atenção, garantias, orgasmos, panquecas, declarações, tudo do bom e do melhor, traba&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;lhando unicamente a favor de seu tempestuoso bel-prazer. E é cla&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;ro que eu asseverava a manutenção do que aprendi ser de mais influência para a saúde do nosso amor: já há meses eu vinha levantando a tampa da bacia a cada e t-o-d-a santa mijada. Tinha que ser outro cara... Ela sempre acabava por conhecer esses homens de vida ganha e de conversa macia. Tinha que ser. Seria? :~~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Esperava apenas que eu acordasse para me avisar brevemente, e partir. De outras vezes, eu não teria me desesperado. Na verdade, eu ficaria até satisfeito por poder jogar minha cueca na bandeja de copos e ler nu ouvindo música alta, além claro, de peidar, arrotar e todas essas delícias proibidas no universo conjugal. De outras vezes eu teria adorado aidéia. Dessa, não: dessa vez eu daria tudo que já consegui por esforço próprio para tocar aqueles lábios novamente, passar meus dedos através de seus cabelos e descer, com a ponta dos dedos massageando a nuca, da forma que sempre quis, e que por alguma resistência proveniente dos meus conhecimentos básicos sobre sentimentos, eu nunca havia feito. Havia amado uma vez por vaidade e a ferida feita em meu orgulho, pela incisão do vínculo que havia com aquela mulher que eu julgava perfeita limitou-me a, daquele momento em diante, não mais que confabular sobre os carinhos que eu poderia doà-la. Só ness&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;e instante, vendo ela sentada ali, percebi como deveria ter muito mais apreço por ter esta mulher ao meu lado, que por aquela, que outrora partiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Também foi nesse momento que eu vi que toda a minha indiferença não era mais que uma maquiagem que escondia todo meu apreço e insegurança. Foi quando ela realmente ameaçou-me abandonar-me à minha sorte. Eu nunca me permitia dizer tudo quanto sentia: primeiro por medo de me ouvir dizer e sentir que havia perdido o controle novamente estando à mercê da boa vontade da pessoa que eu amava, segundo por hábito, e terceiro por já ser tão difícil encontrar meus sentimentos, que até para pensá-los comigo mesmo era preciso uma busca árdua, uma vez que estavam completamente enterrados em algum canto de mim que não eu. E era por esse motivo que todo aquele amor indelével que eu sentia estava destinado a ser esquecido junto com/da mesma forma que as últimas calcinhas penduradas no cano do chuveiro do banheiro de empregada. Ficariam lá pra sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Mas descobri, pouco antes de que ela partisse, que tudo se d&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;era por um scrap que Claudinha Entrapulso deixou no meu orkut. UM SCRAP! E eu que nem tinha nada a ver com aquilo, pô. Cheguei até a achar que o desprezo dela via-se em relação ao scrap, e não a nossa vida, que ela estava findando, tão sucinta, mas... não, não podia ser. Claudinha gostava de mim desde a época do colégio, e de vez em quando escrevia alguma besteira para mim. Hm.. Tá,tá. Confesso. Claudinha não era a fim de mim: era a fim de qualquer coisa que tivesse mais de 30 dentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Porra, bem que isso poderia ter sido pulado. Acho que vou apagar esse detalhe quando acabar de escrever tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Enfim, Claudinha Entrapulso era uma mulher a se admirar. Dentre todas que conheço pessoalmente, é a única que ganharia sem muita dificuldade, um prêmio Nobel de sexo pelo conjunto da obra, se este existisse. Na verdade, eu tenho minhas certezas de que, se esse prêmio não existe, é para não dar aos brasileiros o gostinho de ter um Nobel, pois mesmo com o passar dos anos, não haveria de existir uma só mulher de outra nacionalidade que poderia ter a chance se&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;colocada diante de um dos exemplares b&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;rasileiros, mesmo o mais medíocres. Importante é saber que ela havia sido minha primeira, segunda, terceira e quarta vez, em um período de sete anos: dois no científico e cinco na universidade. Mas temos de ser justos com essa deusa da leviandade, pois ela só ia pra cama com alguém quando a vontade era dela, nunca caía na conversa de um qualquer. E o sinal que ela dava de que estava esperando e de que ela queria era só um, aquele que acabara por arruinar meu noivado: um scrap qualquer. E ao lembrar disso, fiz a única coisa que eu poderia fazer, uma vez que a decisão de minha cônjuge era inflexivel. Antes que a sinapse de insight houvesse sido completa, eu pulei de barriga no sofá pra pegar o telefone e ligar para o outro número que sabia decorado além do meu, arrastando sem querer com o pé uma estátua africana de uma boneca queimadinha com argolas no pescoço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Em menos de meia hora a campanhia toca, e ela aparece em toda sua insaciabilidade indomável. Foi só o tempo ligar o rádio e sentá-la na pia do banheiro social ao ouvir as ordens mais absurdas, para que eu olhasse no espelho, e nele encontrasse minha recém ex-noiva de pé, olhando para mim, segurando um pote verde:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;- Não esquece a comida do peixe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/795/2639/1600/Bad%20Luck.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/795/2639/320/Bad%20Luck.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-115019401444976098?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/115019401444976098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/115019401444976098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/06/amor-de-longos-perodos.html' title='Amor de Longos Períodos.'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114923008633179165</id><published>2006-06-02T03:13:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T10:43:04.583-03:00</updated><title type='text'>Alta Fidelidade do Winamp</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T&lt;/span&gt;odo mundo, menos eu, sabe que no Media Library do Winamp descansa uma lista das músicas mais ouvidas no computador e a quantidade de vezes que cada uma foi executada. Descobri junto com isso que, além de depressivo, solitário e corno em potencial, eu sou, o que é infinitamente pior, uma pessoa que caminha rumo ao indie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/the-doors/yes-the-river-knows.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; The Doors - Yes, the river knows [136]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/jeff-buckley/everybody-here-wants-you.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2&lt;/span&gt;. Jeff Buckley - Everybody here wants you [97]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/jeff-buckley/lover-you-shouldve-come-over.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; Jeff Buckley - Lover, you should've come over [60]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/jacques-brel/ne-me-quitte-pas.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; Jacques Brel - Ne me quitte pas [54]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/the-smiths/last-night-i-dreamt-that-somebody-loved-me.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; The Smiths - Last night I dreamt that somebody loved me [50]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/the-white-stripes/i-just-dont-know-what-to-do-with-myself.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.&lt;/span&gt; The White Stripes - I just don't know what to do with myself [39]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/elliott-smith/waltz-2.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; Elliot Smith - Waltz #2 [39]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/the-beatles/ive-just-seen-a-face.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.&lt;/span&gt; The Beatles - I've just seen a face [31]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/jeff-buckley/last-goodbye.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9.&lt;/span&gt; Jeff Buckley - Last goodbye [30]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 51);" href="http://vagalume.uol.com.br/cat-stevens/the-first-cut-is-the-deepest.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10.&lt;/span&gt; Cat Stevens - The first cut is the deepest [28]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/795/2639/1600/jeffbuckley.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/795/2639/200/jeffbuckley.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jeffbuckley.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Jeff Buckley.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Hm... e se alguém tiver se perguntando a razão pela qual o novo post, que já está quase pronto, está demorando tanto, é só clicar aqui: &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);" href="http://www2.uol.com.br/fliperama/gamesonline/bubble_shooter/index.html"&gt;Nhá!&lt;/a&gt; x) Também se não quiser saber, eu quero mais é que se foda. Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114923008633179165?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114923008633179165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114923008633179165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/06/alta-fidelidade-do-winamp.html' title='Alta Fidelidade do Winamp'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114821744587507526</id><published>2006-05-21T10:15:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T16:17:12.616-03:00</updated><title type='text'>People Are Strange</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/795/2639/1600/rox.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/795/2639/320/rox.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"F&lt;/span&gt;aces look ugly when you're alone":  poderia ter outro sentido que não o original. Não é legal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114821744587507526?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114821744587507526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114821744587507526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/05/people-are-strange.html' title='People Are Strange'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114795759758267223</id><published>2006-05-18T10:02:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T10:41:55.258-03:00</updated><title type='text'>Contabilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N&lt;/span&gt;o caos, em São Paulo, os números continuam aumentando: já são mais de 340.000 os que expressaram o desejo de que a rebelião tivesse ocorrido no nordeste [ pra limpar aquela cambada pôdi que vive por lá ].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114795759758267223?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114795759758267223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114795759758267223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/05/contabilidade.html' title='Contabilidade'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114749033714260631</id><published>2006-05-13T00:16:00.000-03:00</published><updated>2006-05-26T08:59:15.960-03:00</updated><title type='text'>Almas Gêminas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E&lt;/span&gt;ra ela. Claro! Era tão óbvio quanto uma placa de contra-mão, pois era tão única quanto somente uma poderia: tinha aprendido na mais terna idade a distrair a irascibilidade dos instintos para suportar os contratempos imanentes à vivência de uma elegância ininterrupta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;É por desacreditar em acaso e não compreender coincidências que deixo em aberto qual foi a força astral que a fez sentar ao lado dele, que era naquele tempo, por certeza, a única pessoa apta a durar sobre a ventura ao perfazer a satisfação da distinta e jovem mulher. Evidentemente que este último aposto, que é, dentro de outro e outro aposto, uma característica intrínseca dele em relação a ela, viva também nela, em relação a ele, é o que interessa saber, pois era extraordinário que tivessem sido feitos detalhadamente, simplesmente para que coubessem, sem dor, no outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Pra começar, ela, em geral, não demonstrava emoções à toa. E foi assim quando sentou ao lado dele: nem um sorriso, nem um olhar diferente, ainda que quase não fosse fatível suster a explosão interior. Particularmente, acho que o indício mais claro de que se dariam bem de um modo tão cabal era essa introspecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria injusto, com a estrutura emocional de quem lesse, se eu escrevesse todas suas qualidades. Mas sim, ela as tinha todas, e tinha da forma preferida por ele: mesmo o sinal ao lado do umbigo era do carmesim apreciado pelo garoto. Os cabelos eram do fulvo mais natural, a íris do cérulo mais escuro, a cintura delicada, a expressão de deleite ao rebolar lentamente no... ehr... seu Madruga, me vê um churros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Bem, como autor, posso garantir que ela seria, para ele, tudo. Ela seria sua reprovação em Eletromagnetismo 3, seguida de um abandono do tão disputado curso que frequentava na CHUBIFAVEST. Ela o curaria da alergia às empadinhas de brócolis; o faria acordar tarde; esquecer todas as letras de Legião Urbana que até então sabia de cor; o faria virar poeta, maconheiro, ladrão de chocolates; o faria atropelar [ a pé ] velhinhas indefesas no centro da cidade. Mas dentre todas outras coisas que ele faria pelo motivo simples de não aprender o que ela pretenderia ensinar, nenhuma que não aquela única que partiria daquilo que queimaria no peito poderia esclarecer o que tento mostrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Se ela desejasse comprometimento, poderia encontrar na veemência de seu olhar e na evidência de seus braços. Se ele buscasse calor, encontraria na certeza de seus quadris. Eles escolheriam a perpetuidade, como se o fizessem a partir de um menu abarrotado de formas de ser feliz. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Fato é, que ele acordou enxugando a corrente fluida de saliva que molhava o bolso da camisa polo, justo com o tremor que o ônibus fez por frear para que ela descesse e encontrasse &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;pela primeira vez um&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt; outro homem: seu futuro marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114749033714260631?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114749033714260631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114749033714260631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/05/almas-gminas.html' title='Almas Gêminas'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114741128295615523</id><published>2006-05-12T02:05:00.001-03:00</published><updated>2007-05-03T10:44:23.202-03:00</updated><title type='text'>"Q."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt; quando a gente tem toda certeza do mundo de já saber tudo sobre as pessoas e as coisas e os planetas e as equações e a fotossíntese e a inflação e o encaixe da porca no ventilador de pé, quando a gente tem certeza de que está sozinho pra tudo nessa vida, que aparece alguém e embaralha tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Aí tipo, a gente vira pra ela com aquela cara de boceta e diz: "q".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114741128295615523?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114741128295615523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114741128295615523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/05/q_12.html' title='&quot;Q.&quot;'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114541480937346388</id><published>2006-04-18T23:46:00.000-03:00</published><updated>2006-05-30T17:46:17.830-03:00</updated><title type='text'>As 4 Situações</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Situação 1&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Ele pensa: - Como eu pude passar tanto tempo sem essa mulher ao meu lado?&lt;br /&gt;Ela pensa: - O que eu faço pra esconder essa celulite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Situação 2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela pensa: - Como eu pude passar tanto tempo sem esse cara ao meu lado?&lt;br /&gt;Ele pensa: - Putz. Que bunda deliciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Situação 3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele pensa: - Putz. Que bunda deliciosa.&lt;br /&gt;Ela pensa: - O que eu faço pra esconder essa celulite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Situação 4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela pensa: - Como eu pude passar tanto tempo sem esse cara ao meu lado? Como escondo essa celulite?&lt;br /&gt;Ele pensa:  - Como eu pude passar tanto tempo sem essa mulher ao meu lado? Que bunda deliciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114541480937346388?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114541480937346388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114541480937346388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/04/as-4-situaes.html' title='As 4 Situações'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114509409283490876</id><published>2006-04-15T06:37:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T08:22:30.047-03:00</updated><title type='text'>Complètement Sien</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e eu faltava viver/entender alguma dessas frases sobre o amor que só as pessoas que não entendem dizem e repetem, eu entendi no instante em que vi o sorriso de Rebeca. Pra se ter uma idéia: sabe aqueles calafrios que dão na espinha de repente e que dissipam-se num tremor desajeitado da cabeça? É provado agora, cientificamente, que isso só acontece se, em algum lugar do mundo, Rebeca sorri. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Foi descoberto também, mas pela Física, que não existe tempo. Pela História, que não existem grandes acontecimentos. Isso tudo é só um pretexto para chegar ao instante em que ela sorri. E unicamente nesse [único] grande acontecimento, o tempo é sentido, mas apenas para sentirmos o limite de sua fruição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;O mundo se condensa, se transforma, exclusivamente a partir do humor de Rebeca e da iminência de seu sorriso: tudo é "ela vai sorrir" ou "ela sorriu". E quando ela sorri, ah! Quando ela sorri! Quando ela sorri, os átomos ao seu redor seguem o compasso da música que seus lábios tocam ao esticar e pincelam-se com demora das cores mais quentes, partindo de um louro pálido em busca das brasas de um cálido escarlate. O sorriso dela desperta-se na Salsa mais insinuante e encerra-se no Sinatra mais lânguido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Depois desse sorriso, meu amigo, até bichinho de Scrapbook se parece com ela e me faz chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114509409283490876?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114509409283490876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114509409283490876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/04/compltement-sien.html' title='Complètement Sien'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114492650428697330</id><published>2006-04-13T08:06:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T08:22:36.445-03:00</updated><title type='text'>É Verdade! Acreditem!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt; indubitável que a verdade é relativa: esta é, para mim, uma verdade universal. É. E o mais legal de tudo é que se você pensar de uma forma diferente de mim, isso só e somente só corroboraria para mim, a minha idéia. Se fudeu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(51, 51, 51);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt; concepção que tenho de verdade me vem em incontáveis imagens metafóricas, contudo, as duas efígies principais e mais fulgurantes, as duas que eu levaria para uma ilha deserta, são, na ordem do meu gosto:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Letra a.) &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Uma borboleta provida de asas anis e liliputianas anteninhas cor-de-mel, repousando tranqüila na frincha única de um vitral púrpura meio quebrado em uma enorme igreja abandonada. Apenas os feixes de luz que passam raros e acalmados pelos vitrais iluminam as trevas do lugar. O que ocorre é que não há furtividade suficiente no mundo atual capaz de agarrá-la com as mãos. Com as mãos, obviamente, pelo simples motivo de que não há também, ainda, reflexo humano capaz de procurar algo para usar na captura, devido ao elemento surpresa da situação. E por isso é assim que segue a verdade, crepitando suas asas cerúleas, cérulas como o céu em que a crepitação de suas asas dissipa-se. E aqui ficamos nós. Ela lá, a gente aqui. Lá, aqui. Perceba que é diferente, eu insisto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Letra b.)&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt; Uma toalha com a estampa de uma mulher de biquíni num banheiro sem tranca. Aqui, a questão é que a toalha está no montinho de toalhas o tempo todo e você sequer nota. Todavia, quando seu cunhado tarado entra no banheiro de repente, você se cobre com a verdade, no caso, a toalha, sem prestar maiores atenções nela. Ou você descortina a verdade e seu sexo ao mesmo tempo, passando vergonha, ou você finge que ela não tá ali e espera seu cunhado ir embora morrer na punheta, no quarto da tua irmã. Preciso deixar claro que, ao ir o cunhado embora, a toalha deixa de ser verdade pela simples possibilidade de ser descoberta sem transtornos que lhe comprometam diante da sociedade. [A estória é minha.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Não é difícil perceber que, apesar da semelhança crucial entre as duas letras, elas diferem quanto à disponibilidade da verdade para aparecer. Nem difícil notar também, que isso vai radicalmente de encontro à primeira frase do post. É aqui que aviso aos de q.i. menos afortunado, que isso é proposital e causa um lindo efeito que você não consegue ver/entender. Aos outros, que já notaram que com a mistura que fiz da disfarçada melancolia prágmatica à recalcada megalomania dos dogmatismos eu estou apenas a judiar dos leitores citados anteriormente, atesto que isso tem &lt;span style="font-family:arial;"&gt;fim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;The End&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Paulo - Tend? Nessa época do ano?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Bruno - ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114492650428697330?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114492650428697330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114492650428697330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/04/verdade-acreditem.html' title='É Verdade! Acreditem!'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25274319.post-114411257147753969</id><published>2006-04-03T21:47:00.000-03:00</published><updated>2006-04-13T08:36:30.000-03:00</updated><title type='text'>A Respeito do Subseqüente...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ntão... é isso? Acabou&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Parece-me que sim. Cheguei ao limite do aceitável em termos de busca por reconhecimento: Criei um blog.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;É fato&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt; que há muito teimo em matutar planos que levariam-me a auferir certas comodidades, buscadas agora no ato de blogar, mas até decidir-me pelo fim presente, passeei apenas por possibilidades que fustigavam tanto minha moral, quanto minha razão e disposição. Se é que eu ainda disponho de alguma dessas coisas.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Pensei até em fazer musculação. Juro. É que, lá na academia, existe um guia, e não é preciso ter nada [apenas pernas, braços, e essas coisas de superfluidade] para atingir a meta de ficar gostoso, o que difere muito de se ter um blog, e assim sendo um dos motivos de minha escolha. Além disso, [e chegando aqui, pasmem! :o ] lá as pessoas levam essa atividade a sério&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;, por algum motivo que ainda me permanece obscuro, e os seres que obtiveram sucesso, são seguidos como um ideal de ego incontestável. Exatamente como acontece por aqui entre os blogueiros&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Vincular-me ao movimento estudantil, fazer aulas de teatro, aprender boxe, divertir-me publicamente, dedicar-me à universidade, tirar a carta de motorista de uma vez por todas, presenciar e atuar em colóquios sobre algo considerado sério, criar um blog. Tudo foi levado em consideração e examinado minunciosamente. Os motivos para que fossem estudados como possibilidades de atingir o propósito exposto&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#333333;"&gt;no início do post são óbvios, e o motivo para serem descartados [exceto o último, por não voar de encontro à minha preguiça] também&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Mas afinal, o que leva alguém a fazer algo dessa natureza?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; A falta de um testículo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; A falta de alguns neurônios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;É muito simples ver que estes são só os dois motivos mais radicais que levam com desespero uma pessoa a praticar uma dessas execráveis ações. Suas variantes são, entre outras: Insuficiência congênita de encantos físicos, depósito exagerado de lipídios acima da busanfa, altura medíocre, descaso quanto à elegância, descaso quanto à cultura, apreço excessivo pela elegância, apreço excessivo pela cultura, apreço pela cultura adicionado ao item &lt;strong&gt;2 &lt;/strong&gt;dos dois motivos radicais descritos acima, falta do que fazer. Deixe a academia e crie um blog, pelo amor do guarda&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Fecho um post de conjecturas pretensiosas com o sabor de incompletude nos lábios: muito ainda poderia ser dito acerca do parto de meu blog e sua fecundação. Mas, não queiramos desrespeitar o puerpério. x)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25274319-114411257147753969?l=oautista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114411257147753969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25274319/posts/default/114411257147753969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oautista.blogspot.com/2006/04/respeito-do-subseqente.html' title='A Respeito do Subseqüente...'/><author><name>Paulo Trigueiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08126286881643484998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ZfuWSYFCU48/SqydPZFKsRI/AAAAAAAAABo/Vrl0nfTp_Vo/S220/imagem.JPG'/></author></entry></feed>
